Na minha época nas Forças Armadas, eu era um guerreiro que nunca esmorecia. Eu não perdia esse traço primal. O que me endurecia eram as tarefas horríveis para as quais me voluntariava e destruía sem hesitação, uma de cada vez. Meu objetivo diário era acordar antes de todo mundo. Às vezes, isso significava cinco da manhã, quatro – ocasionalmente, três-, porque eu precisava que as primeiras pegadas na areia ou na trilha fossem as minhas. Se, por algum motivo estranho, isso não acontecesse, eu fazia questão de ralar por mais duas ou três horas enquanto os outros dormiam. Eu era o competidor incondicional, um selvagem em tempo integral. Então a vida ficou confortável, e acabei caindo numa nova disposição mental.
Todo o esforço que eu dedicara para conquistar minha mente negativa havia me transformado. Meus demônios e inseguranças, que tinham sido minhas principais fontes de energia por duas décadas, deixaram de ter a mesma força no meu cérebro. E minha aparência era como mandava o figurino. Eu era sarado, e se você tentasse correr comigo, acharia que eu continuava mandando bem. Mas, apesar de treinar duas vezes por dia, eu era, na melhor das hipóteses, um selvagem em meio expediente, um Guerreiro de Fim de Semana. Guerreiros de Fim de Semana fazem coisas difíceis quando conseguem encaixá-las na agenda cheia. Eles as fazem para riscar uma tarefa da lista, e apenas quando querem. Então, após uns dois dias longos e difíceis, pegam leve. Ser um selvagem em tempo integral é um estilo de vida. Não existe “querer”. Só existe “dever”.
A resistência mental e a resiliência desaparecem se não forem usadas com consistência. É o que eu sempre digo: se você não está melhorando, está piorando. Ninguém permanece igual. E eu não segui meu próprio conselho. Eu estava treinando não para ganhar, mas para manter, e apesar de ser possível manter o tônus muscular e certo nível de resistência cardiovascular, não existe manutenção para a mente selvagem.
Se você parar de puxar ferro com as mãos, vai perder os calos. A mente funciona do mesmo jeito. É preciso lutar para manter a disposição de levantar todos os dias para correr atrás do que você quer, porque, caso contrário, ela vai escapulir. Cirurgias, doenças, agendas cheias de trabalho e compromissos familiares são ótimas desculpas para descansar hoje, o que torna ainda mais fácil descansar de novo amanhã, mas esse é um caminho sem volta! A forma como vivo e as coisas que faço sempre giraram em torno da mente. Muito antes de o corpo amolecer, a mente amolece.
David Goggins, Nunca é hora de parar, Ed. Sextante
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